domingo, março 27, 2011

O mundo virou fila

Em busca de lazer, decidi ir ao shopping, mais precisamente ao cinema. Pra esse tipo de programa, gosto de ir no fim da tarde, porque além de escapar do sol, na volta, posso contemplar as estrelas.
Ao chegar, notei que estava muito movimentado, como sempre. Pessoas pareciam brotar do chão. Isso que dá só ter um shopping na cidade. Na minha cidade você só tem duas opções pra se distrair, escolhe se vai para um bar ou para o tal shopping.
Fui toda empolgada, passei pela praça de alimentação (que por sinal, acho muito constrangedor ter que se esfregar entre pessoas e mesas) até finalmente entrar na área do cine.
Olhei os cartazes com calma, fui decidida até o balcão, mas claro que tinha algumas pessoas na minha frente. Esperei a minha vez e só depois que estava com o bilhete em mãos, que notei que a sessão só começaria a aproximadamente uns vinte minutos. Resolvi passar o tempo em algumas lojas.
No supermercado estavam na promoção algumas caixas de bombom. Não me agüentei e peguei três caixas. Retirei o dinheiro da bolsa e fui em direção ao caixa. Minha frustração foi quando notei que havia umas dez pessoas na minha frente e a maioria com compras maiores. Quando dei por mim, faltava uns cinco minutos para começar o filme e não estava nem perto do caixa. Tive que largar os bombons e voltar pro cinema.
Dessa vez, o cinema tinha mais gente. A fila para entrar na sala quase chegava à praça de alimentação, mas foi uma questão de honra suportar aquela prova de resistência. Não poderia voltar pra casa sem fazer o que tanto havia planejado, não seria vencida por uma fila irritante.
Respirei fundo e agüentei o tempo necessário para entrar na sala. O tempo perdido na fila foi compensado pela bela obra que me esperava. Naquele dia, assisti um filme sobre um homem que podia mudar as ações do seu mundo e por um momento, tive vontade de ser esse homem.

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