Vi na imensidão do mundo a minha finitude
E que a vida é bela pra quem se ilude
Não quero me enganar
Ou dizer que há glória em amar
Não, enxergo a nudez da realidade
Que inunda e sufoca de ansiedade
O que é real e imaginário
Esmaga todo meu ideário
Retenho o que é ético
Todo meu mundo poético
Que não passa de um mundo patético
Pois na contramão preciso fugir
Escrevendo partir
Só para concluir
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