Teresinha odiava a possibilidade de ficar encalhada. Ela se imaginava velha, fazendo tricô e criando vinte e cinco gatos. Essa ideia lhe atormentava.
Dia dos namorados era um dos piores dias, sentia coceiras e aflições, algumas vezes sentia até calafrios e falta de ar. A TV costumava ser bastante cruel com ela, porque nesses dias a TV a enchia com filmes românticos e enfadonhos.
Às vezes resolvia sair, mas aí era pior, pois todas as lojas estavam enfeitadas com corações e cartazes felicitando os casais.
Foi num dia dos namorados em que Teresinha resolveu que ou desencalhava naquele dia ou se trancava num convento. A cidade estava toda enfeitada, sentia cheiro de chocolate por todos os lados, parecia até que o Brasil tinha virado Japão.
Teresinha ficou sentada na pracinha da cidade durante horas, mas infelizmente não conseguiu um pretendente a namorado, noivo, marido!
"Eu quero casar!", dizia, aflita para si mesma.
Sem esperanças, voltou para casa e começou a arrumar a mala decidida a se trancar no convento mais próximo. Mexendo em suas tralhas, notou um pequeno bilhete, abriu e lembrou que se tratava de um pedaço de papel muito antigo do tempo de escola, que na época não deu muita importância.
O papel se tratava de um bilhete de amor, um garoto da sua sala o escrevera, porém, na época, Teresinha estava apaixonada por outro e não deu muita bola para o escrito.
Teresinha decidiu ir atrás do rapaz que poderia ser seu futuro namorado. Procurou com uma amiga da escola o endereço do menino e sem muita demora conseguiu e foi correndo em busca de seu, talvez, futuro grande amor.
Ela não quis chegar logo de cara na casa do rapaz, preferiu observar com cautela como estava a vida do garoto.
Ele morava numa casa de classe média, a família era decente e respeitável, o que empolgou ainda mais o coração da mocinha.
Teresinha começou a andar em direção ao rapaz, foi em paços lentos até que se paralisaram de forma extraordinária, seus olhos brilhavam cheios de lágrima. O rapaz aproximou-se de uma garota e a beijou os lábios.
“Esse é o fim." Pensou, a pobre e encalhada Teresinha.
O que a deveria abater não fez se quer cócegas na jovem. Ela abruptamente enxugou as lágrimas e voltou para casa saltitando.
“Se aquele pobre diabo, feio e desengonçado desencalhou, eu um dia também desencalho!" Notou-se um leve sorriso no semblante da garota.
Eu rir aqui."Se aquele pobre diabo, feio e desengonçado desencalhou, eu um dia também desencalho!" Mano, rir muito!
ResponderExcluirE eis que finalmente consegui adentrar o santuário de criações da Miss Adriele, haha!
ResponderExcluirMenina, gostei muito do texto e claro, ri da situação. Melhor ainda foi o final, ótima sacada!
Vou dar uma olhada nos outros textos e espero encontrar novidades em breve!
Ps: saudades das tuas piadas, rsrs.
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Bom que você tem saudade, as pessoas não costumam sentir saudade das bobagens que falo! rsrs
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