quarta-feira, novembro 17, 2010

Absinto

    Vastas flores, vastas flores.
    Não me culpem por exalarem seu cheiro.
    A vida, que é veneno, é ela a culpada.

    A nuvem negra de fúria,
    Alguns dias nos cobre e nos condena.
    Nos ordena sentir dores

    Viajamos na estrada da transformação.
    Em uns dias somos flores
    Outros dias só somos dores

    Na busca incessante pelo destino incerto.
    Construímos amores e com eles somos flores
    E fugimos da nuvem que nos transforma em dores.

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